sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nous.

Aparência ou inteligência?
Palpável ou apalpável?
Que energia é essa que nos atrai à alguém e vice-versa?
Singelo acaso é seu nome?
Ou seria o complexo destino?

Nos lances da vida, há tantas perguntas e poucas respostas
De fato, determinamos quem somos pelo que procuramos
Verdade, vingança, respostas...

Todos querem fechar o que é interminável
Poucos abrem o mundo do inefável
Mas a subjetividade
É minha única verdade
Meu porta-chaves...

Eu queria entender a lei
Onde bobo-da-corte é rei
E aos conselheiros não dão ouvidos...

O enigma da diversidade:
Se o arco-íris é perfeito
Porque separar as cores?
Nosso demasiado defeito...

Querem unificar os idiomas
Controlar o comportamento
Ampliar o bom senso
Mas eu me pergunto:
Até onde vai esse precário entendimento?

Eu sou a constante inquietação
Daquilo que é instável e exato
Eu sou a linha tênue da dualidade
Eu sou aquilo que você quer
E consegue perceber
Eu sou Você
Eu sou Eu
Eu sou Nós.


domingo, 18 de maio de 2014

Me Toque.

     Não vá em frente... Enfrente! Sentimento não necessita explicação. Um afeto puro derruba qualquer possível complicação. Tenha fé, não acabou. Meu bem, se você realmente acredita em sinais, volte a brilhar.
     
      Você pensa que isso não passa de uma brincadeira. Eu penso que é um desperdício não tornar isto real. A gente não se toca, mas deveria se tocar... Não deveria ser tão complicado. Eu acho que deveríamos tentar. Você quer nos ajudar? Apenas role os dados. Esteja atenta. Irão surgir oportunidades. Renove-se. 

      Meu coração risonho, palpita de alegria quando lembra de você. Ele não te analisa, só recorda, desde aquele barulhinho esquisito que fazes ao rir, um simples bocejo ou até uma frase comum dita de maneira doce. Eu gosto da sua implicância, mas prefiro a abertura, um bom caminho que nos faça acontecer. Querida, quem semeia vento, colhe tempestade.

      Reconheça. Me abrace. Venha com tudo. Perca a cabeça e ganhe um coração. Não seja tão profissional consigo mesma. Respeitaremos nosso passado, mas não deixemos isso atrapalhar nosso presente. Meu bem, eu não vou mais me despedir de você. Porque não quero ir embora. Porque te quero. Porque minha intuição fala que é você. E você sabe bem por quê...


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Não Tenha Esperança Em Desejar Coisas Impossíveis.


Por favor, acenda as luzes
Cada movimento é árduo 
Você me chama e se afasta
Tudo ocorre ao mesmo tempo
Vivo uma bagunça ensaiada

Licença, você não me queria?
Toda tentativa é válida
Por um mundo menos amargo
Não faça nada por pressa
Deixe de agir por desamparo
Sempre derrube por completo
Espanque o meu cérebro
E me deixe mais animado

Insanidade mandou um olá
Sua ingenuidade, como esta?
Cansada de apenas imaginar
Tem vergonha de te falar
Mas o amor desafia a mudar
Até os olhos precisam de um rosto

Tão perto, Tão longe
Nossos segredos nos separam
Você tem os seus e eu tenho o meu
Duas inocências foram perdidas
O medo foi a nossa viga
Eu não posso fazer você me amar?!
Viverei com essa meia dúvida
É o desfecho perfeito para a falsa utopia

Obrigado, você acendeu as luzes
Veja meu rosto e o amor que você não sente
Me dê um pouco de respeito 
Lembra como costumava ser? 
Ele fechou os olhos e se jogou
Era o garoto eternamente atormentado



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Te Ver.

     A soberania interior veio relembrar o valor do encantar. O pensamento nada pode sobre essa espécie de inteligência pessoal, toque final. Uma construção polida na serenidade de saber do mistério de tudo aquilo que é vivo. 

     Desvendar o céu, o  inferno... a ideia de causa e consequência, a suma importância no moldar para si o que esta por vir. Talvez o segredo esteja na confusão do real com o atual. Aliás, o charme sempre esteve nas entrelinhas, naquilo que não se observou nem registrou e ainda sim, a mente é capaz de reconhecer um encantamento antes mesmo de entendê-lo.

    Tão lindo quando no abrir dos olhos, perduram as sensações não temporais e espaciais dos corpos. Quantas referências há de se escolher! Beija-flor do amor, deseja o que se excita... eis seu charme: esgotar o desabrochar outrem. No esvair do momento, correlacionando as almas, se dão, são, serão, porque essa melodia muda qualquer dançarino. De um jeito ou de outro, o coração é quem dita a balada desses cúmplices algozes. 

     Engana-se aquele que pensa ser carrasco na arte de conquistar. Não há nenhum domínio senão em si mesmo, e após tantas comprovações, ainda é fácil perder-se com uma singela vibração do querer precisar. A isto é que deve-se brindar, o charme que poucos sabem aproveitar...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não Se Sabe O Que Tem Até Não Ter Mais.

     Ei, não te enganes, a vida não é roupa, dela não se usa nem desusa. Aos meus acertos dou nosso erro. O que há de ter em comum? Mais razão que emoção...

    Eu te mostrei bem. Demonstrei inúmeras razões, demasiadamente franco ou inseguro, todas me fizeram ser  quem sou. Até aqui, um apaixonado à minha maneira. Até aqui. E "aqui'' parece-me tão longe olhando de fora dos laços, que fico grato por tudo que passei. Não há dúvidas que o fato mais compreendido é a hora de priorizar a si mesmo. Ela pode estar passando despercebida, por preguiça de lutar por sonhos e obras que precisam de saúde, disciplina e humildade.

      A maior parte de nossa dedicação foi linda, todavia invertida. Convenhamos criança, precisamos correr agora atrás das oportunidades que passaram, devemos eliminar precauções precoces e aderir a sabedoria de gozar dos momentos. Qual a graça de brigar à distancia? Não se deve colocar o orgulho como unidade de medida do amor. Porque você me vê. Talvez, acredites que não tens a mínima ideia do que sou ou quem sou. Mas eu sou apenas mais um, não fantasie, por favor! 

     E daí se eu joguei fora os planos? O que importa é que eu estava "aqui", não importando a frequência em que minha mente conseguia ficar com a sua. Estou tentando fazer o meu, certo? Deixe que flua. O suave esclarece minha mente. Eu vou aguentando, porque tenho sonhos para lembrar. Mas isso... me deixa para baixo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Devanear, Que Mal Há?

    Se no último dia de minha vida eu for trancafiado, preso ou algo semelhante, confiante estou de não morrer de tédio. Em toda a minha existência pudera eu ficar doente de tudo, menos da consciência! Eis meu único pedido ao criador... 

     Que loucura são estas imagens que exigem ser transpassadas para a escrita! Minhas ideias misturam-se com o todo percebido e dessa mistura brota confusão, alegria, desespero e qualquer outro produto da consciência humana. Aliás, devo confessar que estou tratando cada vez mais de minha doença: a genialidade. Às vezes me sinto só quando penso que sou o seu único portador. Deve ser mais um sintoma.

     O barulho do vento, e o canto dos pássaros seguido do silêncio de casa terminam num eco, outro devaneio. Ao levantar da cama olho para o relógio pensando no tempo que passou e penso que quanto mais eu olhar mais ele vai passar e assim como ele o canto das aves desaparecerá. Apenas eu estarei lá - lembrarei disso toda vez que repousar - devaneio genial esse que sempre tenho, à me motivar.

     De toda lembrança reconheço que o maior erro é escolher ser quem você não quer ser. Ou mudar aquilo que você quer para o que precisa. Ora bolas, se for mudar altere o que necessita, não você mesmo. Se a genialidade se faz presente ante a genética e o meio social, posso afirmar que sou um gênio na arte de devanear. 

     Eu acredito que o devaneio não esta longe ou separado da abstração. Podem até ser a mesma coisa, o processo final da consciência do ser. Por consequente, toda abstração é fruto da imaginação, que só se transforma quando dotada de razão. Sendo assim, de nós não se cria nada, se transforma. E nesse processo o mais gostoso é compreender que aquele que sonha, é um gênio ao trazer a brincadeira para a sua  própria realidade.  


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Relator.

     Uma sensação surge inesperadamente. Olhando para o nada, procurou um espaço de respostas, recanto de serenidade e clareza. Caminhou lentamente à janela e fitou tudo que pôde daquele céu azul. Sentindo os raios solares penetrarem na mente sã, iniciou o período de levantamento.

     Viajou pelo tempo, bem ou mal passado em espaços nem tão abstratos. Lares, ruas, bares, quadras, etc. Percorreu todos com a esperança de achar a causa de sua inquietação. Monólogo vai monólogo vem, Johannes percebe que a vida é feita para conversarmos sobre ela, delatando a si mesmo o seu erro. Ele lamenta por ter agredido aquele homem perdido - mesmo que em sua cabeça houvesse razão para tal movimento violento - uma espécie de remorso o comia por inteiro. Lembrara daquela antiga regra: "Não façais tudo quanto podeis, porque aquele que faz tudo quanto pode, muitas vezes fará o que não deve". 

    Aqui vou eu de novo, outro dia vem e a última coisa que eu me lembro é que eu também já fui um homem perdido - disse Johannes...